
“O gaúcho não é um tipo étnico racial, fruto do cruzamento eventual de portugueses e espanhóis com os índios do Cone Sul da América. Houve gaúchos autênticos que foram portugueses. Outros, espanhóis, outros, índios puros, guaranis ou m'baias. Alguns foram negros. No Rio Grande do Sul são conhecidos, ao longo da História, gaúchos de sangue alemão, de sangue italiano e até mesmo gaúchos judeus e gaúchos descendentes de árabes”. (Antonio Augusto Fagundes).
A alegria, a coragem, a generosidade, o gosto pela liberdade e o amor ao “pago”, são características do gaúcho. Estas virtudes podem ser atribuídas a soma das crenças, valores e ideais das diversas etnias do sul, especialmente os alemães e os italianos.
Os imigrantes (colonos) europeus deram importante contribuição na formação do gaúcho, como o temos hoje. A ética do trabalho, o cultivo da terra, o gosto pela cantoria, a religiosidade, vários pratos da nossa culinária, algumas danças e, do alemão, até o serigote (tipo de encilha para os cavalos).
Além dessas origens étnicas, em algumas regiões do Estado vamos encontrar poloneses, judeus, árabes, suecos e muitas outras etnias. Cada uma delas contribuiu para que hoje tivéssemos o gaúcho como resultado de uma mescla de raças.
Por isso, minha homenagem ao povo gaúcho nesta semana em que recordamos tudo que fomos, temos e somos no nosso pago.
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